PREFEITURA DÁ “CAVALO DE PAU” NA PLANTA GENÉRICA E CAUSA “SURURU” NO SETOR IMOBILIÁRIO. POVO ESTÁ BRAVO E COM RAZÃO.

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A nova Planta Genérica de Valores (PGV) implantada pelo prefeito Coronel Fábio Candido em São José do Rio Preto provocou um verdadeiro sururu no setor imobiliário e gerou forte reação da população, que teme aumentos abusivos no IPTU e impactos em cadeia nos preços de imóveis e aluguéis. O fato aconteceu em Rio Preto, no interior de São Paulo.

O que é a nova Planta Genérica de Valores?

A PGV é o instrumento que define o valor venal dos imóveis urbanos, base para o cálculo do IPTU. A versão aprovada pela Câmara Municipal em setembro de 2025 atualiza valores defasados há mais de uma década, com base em estudos da FIPE.

  • Objetivo declarado: corrigir distorções e aumentar a arrecadação municipal.
  • Meta de arrecadação: R$ 72 milhões a mais em 2026.
  • Limite de aumento: teto de 20% por imóvel para suavizar o impacto.

Efeito cascata no setor imobiliário

A revisão da PGV provocou reação imediata de construtoras, corretores e proprietários:

  • Valorização artificial de terrenos em áreas antes desvalorizadas.
  • Aumento no custo de aluguéis, repassado ao consumidor final.
  • Insegurança jurídica sobre contratos e negociações em andamento.
  • Desestímulo a novos investimentos, especialmente em empreendimentos populares.

Reação da população

Durante a votação do projeto, moradores lotaram a Câmara Municipal, protestando contra o reajuste. Um homem vestido de palhaço simbolizou a indignação popular.

  • Críticas ao momento da aprovação, em meio à crise econômica e alta do desemprego.
  • Temor de que o aumento do IPTU agrave o custo de vida e pressione famílias já endividadas.
  • Sensação de falta de diálogo entre o Executivo e a sociedade civil.

O que diz a Prefeitura?

O governo municipal defende que a medida é necessária para equilibrar as contas públicas e garantir investimentos em infraestrutura, saúde e educação. A limitação de 20% no reajuste seria uma forma de evitar aumentos explosivos, como os previstos no projeto original, que previa até 200% de correção em algumas áreas.

Decepção, mas sempre é assim; votam no dito cujo, depois reclamam

A nova PGV de Rio Preto escancarou o conflito entre a necessidade de arrecadação pública e os impactos sociais e econômicos da medida. O sururu no setor imobiliário e a insatisfação popular mostram que reformas fiscais precisam vir acompanhadas de diálogo, transparência e sensibilidade social. Sem isso, o efeito cascata pode se transformar em uma avalanche de descontentamento.

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